PANELAS NÃO PODE DEMITIR

Pare para refletir um pouco sobre sua vida. Aproveite e reflita também sobre a vida do gado, no pasto, sem ambição nenhuma, apenas aguardand...

Pare para refletir um pouco sobre sua vida. Aproveite e reflita também sobre a vida do gado, no pasto, sem ambição nenhuma, apenas aguardando o auge de sua existência; o abate. Agora, reflita mais uma vez sobre a sua vida. Pronto. Espero que tenha chegado a conclusão de que a vida em manada não foi feita para você. Se a existência do gado te inspira, qualquer argumento seria inútil.

Houve um tempo em que as palavras tinham sentido. Hoje se troca uma pela outra, bagunçam os sentidos, esquecem o alinhamento entre o significado e o significante, centram-se nas frases feitas, chavões, lugar-comum e moram eternamente na zona de conforto. Sua vida deste ano é a mesma do ano passado? Houve alguma evolução pessoal, profissional, intelectual ou você está satisfeito? O que você sabe sobre o medo e a covardia? O que você sabe sobre coragem? O que você diz sobre quem representa ou não representa você? Por que você insiste em votar em parentes, amigos, colegas ou a quem você deve um favor? Acha que tudo isso é normal? Maria, você não precisa ir com as outras desta vez e mesmo quando José marcha, ele tem que saber para onde.

Há em Panelas um projeto criminoso de perpetuação de poder. O governo nas mãos de um déspota e um quase absolutismo. Houve um genocídio cultural no município que acabou de uma vez por todas com as festas, solapou artistas de primeira grandeza e paulatinamente empobreceu culturalmente, socialmente e até economicamente a nossa população. A falácia de que Panelas é uma boa gestão é repetida apenas por fanáticos que se assemelham mais a uma ceita que cultua a personalidade de um líder populista. O que há com a educação? Como Panelas pode ser primeira em “educação” e no plano da realidade esse conhecimento não se apresentar. Será eu a palavra “educação”, “conhecimento” não está sendo usada no lugar de “escolarização”? Ou será apenas mais uma fraude do sergianismo? São muitas perguntas para um único texto, porém, a mais importante delas ainda não foi feita: Por que o panelense anda tão covarde?

Não se assuste, a palavra é “covardia” mesmo. Ora, em tempos remotos cidadãos morreram em busca de direitos. Um tempo em que as pessoas não eram ameaçadas com “perder o emprego”, mas com a morte, a tortura, a prisão. Com rios de sangue chagamos até o estado de direito, onde a lei foi criada não somente para regular a vida do cidadão, mas para controlar os excessos e o poder que os governantes exercem sobre nós. Nascemos em um mundo em construção, não em um mundo acabado.

A lei estipulou que não é possível ser demitido ou admitido durante esses próximos meses, então, do que você está com medo, panelense? Não é possível se prejudicar, tão pouco obter vantagens. É aqui que o medo deixa de ser medo, a moral é desvirtuada e resta apenas a covardia. Cidadão já me mandam mensagens dizendo que não querem se manifestar para evitar as “piadas”, “o jeitinho de perseguir”, as “humilhações” etc., para cada uma dessas desculpas a lei inventou um remédio. Se soltarem piadas sorria e devolva duas. Se quiserem te perseguir com “brincadeirinhas”, corte a brincadeira, exponha o fato e chame seu interlocutor de criminoso, pois perseguição é abuso de poder, assédio moral vai além do que muitos imaginam.

Não venda sua alma nem as vantagens e nem ao medo. Não existem mais desculpas aceitáveis para temer. Não é possível se esconder por mais tempo. O novo governo irá surgir, os printes estão sendo feitos e não haverá espaço para fanáticos, especialmente os que se envolveram em brigas, tão pouco aos amantes do sergianismo. O que eu sei, quem eu sei, não importa. O que importa é que: passou da hora de todos se engajarem na luta, mostrarem a cara e virem para a batalha. Panelas não pode mais demitir, não pode mais perseguir e cabe a cada um de nós escrever uma nova história, porque atualmente Panelas tem somente passado e é tão apaixonada pelo atraso que ainda vive nele. Liberte-se! Não há mais o que temer. 


Coluna Política // Por Pierre Logan
Advogado, Bacharel em Direito pelas Faculdades Metropolitanas Unidas. Formado em Filosofia, é licenciado pela Universidade Cruzeiro do Sul, Pós-graduando em Direito Processual Civil pela Escola Paulista de Direito. Filósofo. Membro do Seminário de Filosofia de Olavo de Carvalho. 

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