PREFEITA AINDA DEVE AOS EDUCADORES

A linha ideológica sergianista continua levando em frente o projeto criminoso de perpetuação no poder. A expressão mais utilizada é “em time que está ganhando não se mexe”, porém, isso é o que se conhece como termo relativo, ou seja, em si mesmo não quer dizer nada. Até porque o “time” está jogando contra o povo e está “ganhando” para si, não para a comunidade. Desta maneira torna-se patente a necessidade de mudança.
Os seguidores do desgoverno aproximam-se cada vez mais da esquizofrenia política/ideológica, já que o primeiro sinal de loucura é a negação da realidade concreta. Sempre utilizam termos equivocados que remetem muito mais a uma ideia de torcida organizada do que de democracia representativa e mesmo quando uma classe de profissionais, como o Sindicato dos Servidores Municipais de Panelas (SISMUP), reivindica legitimamente direitos garantidos, há, por parte do poder público municipal, uma interpretação de atitude beligerante nesse ato. O que demonstra um despreparo tanto no entendimento da sua condição de poder público quanto na avaliação do que é um sindicato de classe.
O SISMUP vem de uma luta antiga contra desmandos arbitrários da administração pública municipal. A própria história do sindicato revela a veracidade da afirmação anterior. Professores relatam frequentemente situações em que foram perseguidos, sindicalistas falam do tom de desprezo, desrespeito ou grosseria em tentativas de negociação com o desgoverno sergianista. Penso que antes de deverem valores monetários aos professores é devido o justo respeito, com juros e correção, já que nunca o tiveram, e; cabe até um pedido de desculpas.
Os precatórios do FUNDEF é um dos maiores exemplos que temos da falta de comprometimento da prefeitura de Panelas para com os profissionais da educação. O dinheiro está em conta, parado, sem servir para nada, e em plena pandemia o trabalho dos professores só aumenta. Poderiam fazer o rateio, assim professores, em plena crise, poderiam reaver valores consideráveis que poderiam variar entre 30 mil e 100 mil. Isso daria uma tranquilidade financeira maior para que os professores não estivessem passando tanta necessidade. Fundamento tem, precedente tem, se tiver vontade dá para ratear e só não rateia quem não quer.
Recentemente o presidente do sindicato, Udemir Cordeiro, denunciou a falta de compromisso do desgoverno panelense ao Ministério Público (MP), e protocolou uma denúncia no referido órgão (154017), alguns dias depois, correndo para não ter outra recomendação do MP, a prefeita decidiu pagar um bônus sem citar previsão para pagar outros valores que estão em atraso, por exemplo, o piso nacional, reajustado deste ano de 12,84% ou de 2019 de 4,17%, 2016 de 11,36% e retroativos desde janeiro de 2017. Tudo isso são reajustes atrasados de uma prefeitura que se gaba de pagar em dia e de ter dinheiro em conta, estando supostamente, numa situação financeira muito boa. Além de tudo isso, é preciso lembrar que o ex-prefeito, “líder político” da atual torcida organizada da situação já teve rejeição técnica do TCE por ficar, ilegitimamente, com 5 milhões em conta de um valor que deveria ser repassado, isso sem contar recomendação de rejeição de contas por inobservância do percentual mínimo previsto pela Constituição Federal na educação.
São realmente muitos argumentos que fundamentam a tese de que o sergianismo teme a educação. Com professores bem valorizados (o que beneficia a comunidade como um todo) haveria mais qualidade nas aulas e uma sociedade bem-educada não vira fã de político, especialmente um com a ficha suja. Uma população bem preparada intelectualmente não grita “segue o líder”, nem “tome outra lapada”, menos ainda sai ofendendo ou aceita ofensa do tipo que compara cidadãos e cidadãs trabalhadores e trabalhadoras e pais de família com hienas. Se uma sociedade está preparada de fato para fazer uso do sufrágio universal, ela bota para fora da vida política tanto os que chamam o próprio povo de incapacitado quanto os que o seguem. A atual administração pública municipal deve muito aos professores, mas deve muito mais ao povo que após 20 anos de sergianismo continua sendo chamado de carente.  



Coluna Política // Por Pierre Logan
Advogado, Bacharel em Direito pelas Faculdades Metropolitanas Unidas. Formado em Filosofia, é licenciado pela Universidade Cruzeiro do Sul, Pós-graduando em Direito Processual Civil pela Escola Paulista de Direito. Filósofo. Membro do Seminário de Filosofia de Olavo de Carvalho, da comissão de prerrogativas da Ordem dos Advogados do Brasil e  Jovem Advocacia de São Paulo. 

Contato: 
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