O MIRANTE DA SERRA DA BICA MAIS DE UM ANO DEPOIS

É cansativo, mas é necessário tocar nesse ponto ainda mais uma vez. O mirante da serra da bica é a prova máxima da ineficiência do d...


É cansativo, mas é necessário tocar nesse ponto ainda mais uma vez. O mirante da serra da bica é a prova máxima da ineficiência do desgoverno das Panelas. Rememoremos, caros leitores, para que nada do que vivemos caia no esquecimento.

Numa manhã de terça-feira (05/12/2017) o mirante da Serra da Bica, assim como a Capela foram encontrados destruídos. A prefeita subiu imediatamente e tirou muitas fotos para mostrar que ela era prestativa e eficiente. Ficou só nas fotos mesmo.

No dia 22/01/2018 (há mais de um ano), eu escrevi o artigo que intitulei: O Cruzeiro Ainda Está em Pedaços. Lembrei que o problema não havia sido resolvido e deixei claro que a cruz de Panelas era na verdade o seu desgoverno.

No dia 01/10/2018 escrevi outro texto que chamei de: Desgoverno de Panelas Atrasa o Mirante. Os sergianistas esperneavam dizendo que a demora era culpa do processo de licitação, mas com esse artigo provei que de acordo com a lei das licitações, aquele seria um caso rápido. A culpa seria mesmo na inépcia do grupo da situação municipal, juntamente com a inércia do legislativo.

Em 19/11/2018 escrevi outro texto chamado de: Prefeitura Panelense: aplausos para o atraso. Naquela oportunidade informei aos panelenses que nosso município recebeu quase R$ 76.000.000,00 (setenta e seis milhões) somente em 2018. A prefeitura publicou um vídeo dizendo que a obra estava caminhando com muita eficiência. Desligaram as câmeras, pelo jeito, e pararam de trabalhar.

Essa semana um colega me enviou fotos, lamentou, pois está em Panelas passeando e quando foi com a sua esposa aproveitar um dos cartões postais da cidade (ou O cartão postal da cidade) percebeu que pararam pela metade e deixaram entulho, lixo e uma obra inacabada. Curiosamente, foi esse colega que me disse certa feita, ironizando, que o desgoverno panelense tinha feito nosso município crescer tanto, que era finalmente uma cidade pequena.

E eu, o que deveria dizer? Deveria dizer que esperava algo diferente? Deveria dizer que não imaginava que uma prefeita que não é prefeita não seria capaz de observar o óbvio? Que vereadores não permaneceriam em silêncio? Que não me sinto mal por ter que dizer toda vez que alguém me pergunta que minha cidade natal ainda vive, sofre e reelege um governo cafajeste, ineficiente, medíocre e pusilânime? O que eu deveria dizer? Seria eu capaz de inventar uma desculpa para não ser obrigado a ver um governo que, quer eu queira quer não, me representa? A igreja nada fala! O povo quer um herói (que não virá)! A oposição quer um milagre! A secretaria de turismo simplesmente existe somente no nome.

Maquiavel diria que o sergianismo fez o mal todo de uma vez, e depois veio fazendo o bem aos poucos para que a memória curta do povo fosse paradoxalmente sendo regada. Desta forma, uma obra que poderia ter durado dois meses, vai para quase dois anos. Sim! Já entramos no segundo ano da obra. Uma cruz e uma capela. Seis meses para cada? Um ano para cada? O último dos princípios na lista do artigo 37 da Constituição Federal é o da eficiência (anotem caso caia no próximo concurso – daqui a vinte anos).

Art. 37. A administração pública direta e indireta de qualquer dos Poderes da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios obedecerá aos princípios de legalidade, impessoalidade, moralidade, publicidade e eficiência


Panelas é uma cidade que se apequena diante dos grandes males. Lamentavelmente, meu povo não se acostumou a chamar o mal pelo seu próprio nome. Ainda usa eufemismos para não ofender, elogios para não criticar, sorrisos para não desagradar, quando já deveria ter aprendido que o demônio se esconde sob os aspectos maltrapilhos da humildade, engana com uma voz doce, promete que está do seu lado, tira sua independência com a mesma mão que te oferece comida e quando não se imagina, já se vendeu a alma, seja pelo diabo do mundo, do pecado ou da carne. O povo está embriagado pela dança política e apenas alguns percebem que o verdadeiro inimigo do povo está no poder. No poder não falta dinheiro, nem água e nem motivos para concluir a obra que faz nosso município ser conhecido de longe. 

Coluna Política // Por Pierre Logan

Advogado, Bacharel em Direito pelas Faculdades Metropolitanas Unidas. Pós-graduando em Direito Processual Civil pela Escola Paulista de Direito. Filósofo e licenciando em filosofia pela Universidade Cruzeiro do Sul. Membro do Seminário de Filosofia - Olavo de Carvalho e da Jovem Advocacia de São Paulo. Compositor e intérprete, gravou no final de 2015 o disco Crônicas de Um Mundo Moderno. Atualmente faz parte do Sindicato dos Compositores e intérpretes do Estado de São paulo, também é comentarista político na Trianon AM 740 e colunista do Jornal SP em notícias. 

Contato: 
movimentoculturaloficial@gmail.com 
pierreloganoficial@gmail.com

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