2017, UM ANO SOLIDÁRIO - RETROSPECTU

O título diz respeito ao natal nada solidário de Joelma Duarte (PSB) e Cia e também as nossas principais ações deste ano. Em relação ao natal compulsoriamente solidário, assista um dos apoiadores do Movimento Cultural Panelense (MCP), Cláudio Arcênio, que gravou um vídeo e mostrou o que conseguiu comprar com R$ 150,00 (ação que faz sempre, independentemente de data comemorativa). O vereador Clóvis, também fez um natal mais que solidário, arrecadando alimentos e montando dezenas de cestas para a população. Fez isso sem exigir 10% de ninguém. Sou dos que acreditam que devemos ser solidários o ano todo. Devemos ter a solidariedade como estilo de vida. Não adianta encurralar o povo com um sistema de governo que gera dependência, dividir a população e empobrecer as pessoas a ponto de cobrar 10% de centenas de funcionários para combater (só no mês de dezembro) a miséria que construiu durante mais de 20 anos.

Este é o último artigo do ano. Foram mais de cinquenta artigos aqui neste site, dezenas de vídeos, algumas lives, entrevistas e centenas de postagens no Facebook. Isso sem contar a militância por outras redes e nosso canal do youtube que organizamos cada vez mais e postamos, inclusive, áudios das entrevistas dos próprios políticos nas rádios; com o intuito de mostrar sua contradição e quão vazia é a lamentável maioria dos nossos representantes. Lembremos agora o quão valioso, ativo, difícil e glorioso é o bom combate.
No início deste ano, Genilson Lucena (PSB), presidente da Câmara de Vereadores de Panelas começou a maior e mais bem-sucedida (inicialmente) luta para desaterrar a barragem que deveria abastecer nossa cidade. Viajou para Recife, encontrou com o vice-governador, a Câmara inteira aprovou por unanimidade todo o projeto, a própria prefeita autorizou; mas, como o mal sempre está à espreita, o ex-prefeito (o coisa) apareceu com um parecer jurídico (que não caiu do céu) e disse que as máquinas deveriam parar, pois as contas da prefeita seriam rejeitadas, já que na cabeça dele uma atitude de urgência não pode ser tomada urgentemente por TODOS os representantes eleitos. Ele nunca desaterrou a barragem e, ainda assim, suas contas vieram com parecer de rejeição. Mas ele esqueceu de dizer que quem tem o condão de reprovar ou rejeitar contas são os vereadores, e que os vereadores não reprovariam contas por uma ação que eles mesmos aprovaram. Certo? Errado! A obra parou, a seca voltará e Genilson Lucena perdeu para o despreparo do ex-prefeito (se é que não agiram em conjunto).

Nossa segunda grande luta ocorreu quando o executivo panelense se negou a pagar direitos garantidos aos professores, mandaram um projeto ridículo para Câmara, projeto esse que foi imediatamente emendado por Edson Rufino (PC do B) e questionado obstinadamente por Clóvis (PRP). Vereadores que lutaram permanentemente ao nosso lado contra o descaso. Não importava o que fizéssemos; os argumentos eram absurdos e sempre repetiam a ‘lenda eterna da falta de verbas’. O Sindicato dos Servidores Municipais de Panelas (SISMUP) ajuizou uma ação, de modo que a luta pela garantia dos direitos dos professores foi travada em várias frentes: judicial (SISMUP), Legislativa (vereadores de oposição) e popular (Movimento Cultural Panelense). Eu como líder do MCP fui pessoalmente ao município, entrevistei os vereadores de oposição, alguns de situação, o presidente do SISMUP, tentei a prefeita (não consegui) e quando senti que alguns representantes estavam me evitando, fechei a rua com um carro (rua da delegacia), em frente da Câmara Municipal (numa reunião que o executivo convocou contratados para “obriga-los” a apoiar o descaso) e passei a mensagem lembrando que nossos representantes são apenas empregados. A briga continuou até que o executivo decidiu voltar atrás, e comunicou por escrito que pagaria aos inativos, apesar de ter que se apertar ‘um pouquinho’. Vitória nossa, dos professores, dos vereadores de oposição, do SISMUP e de toda população que acredita que a saída está na educação e na valorização dos profissionais da educação.

Depois de algum tempo pessoas nos procuraram para informar que estavam se machucando na calçada da prefeitura. Um planejamento ruim (se é que teve algum) fez com que o piso (derrapante) machucasse pessoas e causassem acidentes gravíssimos. Entramos num combate com provas cabais, filmagens que capturaram o momento exato do acidente. Após nossa matéria, fizeram um paliativo vergonhoso que consistia num bloqueio que obrigava as pessoas a passarem pela rua, sem segurança, expostas a possíveis novos acidentes. O vereador Edson Rufino, com o apoio de e em apoio ao Movimento Cultural Panelense, acusou o despreparo e a falta de planejamento e apontou a incapacidade do executivo resolver um problema simples. Mais uma vez riscaram apenas o piso, mas não resolveram o problema. Voltamos com mais matérias e estávamos prontos para uma ação surpresa, quando recebemos a notícia que eles finalmente começaram a trocar o piso assassino por um piso antiderrapante. Vencemos mais uma vez.

Depois pudemos ver uma luta de anos sendo apoiada por todos os vereadores, inclusive de situação. O tão batido, rebatido, cobrado e recobrado concurso público. Acompanhamos a elaboração, aprovação do projeto, lançamento do edital. Apesar das poucas vagas e dos vinte anos sem concurso público no município, foi uma pequena e animadora vitória de todos nós.

Outro problema, na verdade o mesmo que havíamos questionado havia dois anos, foi reapresentado por cidadãos comuns do povoado do Jundiá. Estradas completamente estragadas e desassistidas pela administração anterior e atual. Prometeram que fariam, mas não fizeram. Então fomos até o local e tiramos fotos, fizemos vídeos, mostramos com o apoio da própria comunidade. Depois de cobrar e insistir no direito de ir e vir com dignidade, a prefeitura finalmente nos atendeu e enviou máquinas para deixar as estradas daquela região minimamente decentes. Conseguimos mais uma vez.

Enfim, o mérito seria também da prefeitura se ela não tivesse antes de dizer que estávamos errados, ou fazendo oposição simplesmente por fazer; assumido o erro e concertado sem tomar tempo e paciência de uma população cansada. Ainda assim, temos que dar os pontos necessários a preocupação que tiveram conosco e com nossos anseios.

Parágrafo para Joelma Duarte, nossa prefeita.

Espero que em 2018 eu possa me dedicar a escrever artigos elogiosos e congratuladores. Que não precise subir em carros ou atear fogo em nada. Esperamos que possamos, todos nós, oposição, situação, vereadores, populares, internautas, estudantes em geral e pessoas dos diversos povoados, trabalharmos juntos com mais conversas e menos discursões, com mais ações conjuntas e menos espasmos isolados. Que consigamos nos unir para construir uma sociedade livre, justa e solidária. Quero poder, honestamente, escrever mais de cinquenta artigos com apologias maravilhosas, enaltecimentos verdadeiros sobre o quão feliz e orgulhoso estou com as pessoas que governam a nossa cidade. Estou farto de tecer críticas, ainda que construtivas, do trabalho do executivo ou do legislativo. Meu desejo real é escrever elogios e descrever o quão feliz um povo é quando tem um governo capaz que, mesmo quando erra, concerta o erro e evolui, sempre visando o bem da população. Quero escrever sobre a felicidade de um povo muito bem representado e sobre uma cidade que não para de crescer.


Coluna Política // Por Pierre Logan

Formando em Direito, Licenciando em filosofia, possui formação em Direito Eleitoral, Administrativo, Fundamentos do Direito Público, Ciência Política e Teoria Geral do Estado. Compositor, gravou no final de 2015 o disco Crônicas de Um Mundo Moderno. Atualmente atua na área jurídica e também é colunista do Jornal SP em notícias. Contato: Pierre.Logan@hotmail.com 

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