Democracia de caudilho

Publicado em 04/08/2014 | Por Guilherme Amarino (Editor)
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O problema da seca ainda não foi resolvido! O problema do concurso público, em Panelas, ainda não foi resolvido! O problema da vagabundagem dos vereadores ainda não foi resolvido! O problema do lixão ainda não foi resolvido! O problema da entrada da prefeitura ainda não foi resolvido! O problema do açude ainda não foi resolvido! Poderíamos passar horas falando das coisas que ainda não foram resolvidas, mas é interessante ir mais além e procurar os possíveis motivos que fizeram com que nada fosse resolvido.

Há um tipo de governante que governa pelo carisma. Esses líderes, geralmente, demonstram uma estrema incapacidade de enxergar o óbvio, mas, ainda assim, conseguem manter-se no poder por mais tempo do que o previsto. Chamamos isso de caudilho. É um exercício do poder que diverge completamente da democracia representativa. Não é, necessariamente, ditatorial, no entanto, mantém a “democracia aparente” e governa de forma autoritária.

Não adianta levantar da cadeira e dizer que eu estou atacando mais uma vez o prefeito do município de Panelas, pois ainda nem falei que esse tipo de “representante” é geralmente militar ou fazendeiro. Também não disse que esse tipo de gestor quer se perpetuar no poder e tem mandatos consecutivos, não por sua competência, mas por seu modo de fazer política. É importante salientar que o caudilhismo é frequentemente comparado com o coronelismo.

Você pode encontrar muitas semelhanças entre o caudilhismo e a forma com que Panelas é governada, principalmente pelo desrespeito às instituições. Assim como em nosso município, os donos de terra tinham dois tipos de apoios: os coagidos e os espontâneos (interesse). E a maior semelhança está justamente na falta de recursos da população para resistir e enfrentar a opressão. Pronto! Agora pode levantar da cadeira que é isso mesmo.

É aqui que paramos para adentrar em um raciocínio lógico. Se a tripartição dos poderes, proposta por Montesquieu, no livro o espírito das leis (1748) diz que os poderes (Legislativo, executivo, judiciário) são independentes e harmônicos. Levando em conta que a nossa constituição adotou tal critério e usou o sistema de freios e contrapesos para limitar o poder Estatal, evitando, em tese, o caudilhismo, a manipulação do poder etc. Resumindo de forma simples: Impede que os poderes entrem em conflito, ou fiquem subordinados uns aos outros. Temos todas essas condições e vemos constantemente, repetidas vezes e quase que de modo completo a subordinação do legislativo de Panelas ao executivo. Chegamos a uma única conclusão: Estão todos do mesmo lado.

O que podemos fazer é pedir socorro ao judiciário, mas receio que isso também não vai adiantar. Na semana passada os fracassados de Panelas (os que dizem ser da elite) fizeram uma festa para outorga da cidadania do Juiz da nossa cidade, Dr. Jorge Figueiredo. O que ele fez para merecer? Ninguém sabe. Visto que era a elite burra que prestigiava a festa, tenho certeza que ninguém perguntou. Será que fez algo além de sua obrigação? Por que não foi divulgado no site oficial da Prefeitura Municipal de Panelas? Porque assim como o Legislativo, o Executivo e a cabeça da classe política do município, o site também não funciona.

 Por Pierre Logan

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