A farsa educacional em que vivemos

Quando paro para pensar hoje sobre educação, me vêm à cabeça algumas perguntas. Uma delas é: porque apesar de participarmos de tanta formação continuada e de estudarmos tantas teorias a qualidade do ensino no Brasil não melhora? Será que o erro está na metodologia dos professores, ou será que é o aluno que “não quer nada com a vida?”
Penso ser esse um assunto muito complexo, que uma teoria apenas não dá conta de explicar. Diante desses fatos, cá estou eu, tentando não criar uma teoria, mas apenas, entender e organizar minhas ideias sobre educação.

 Como fazer o aluno aprender?

Em minha prática, observando a mim mesma, o trabalho dos colegas e os meus alunos do curso de formação de professores do Normal Médio, me dei conta que: SIM! Cada pessoa tem seu tempo de aprendizagem, que a aprendizagem se dá entre as relações, e, que só ensinamos e aprendemos aquilo que nos é interessante. Acredito está aí, se não a principal razão da não aprendizagem, pelo menos um fator determinante.
Por que acredito nisso?
No primeiro momento em que fui educadora de apoio, e através de minha experiência em sala de aula, percebi que, apesar das formações sobre avaliação, metodologia ou recursos didáticos, alguns professores fechados em suas salas de aulas, continuavam seguindo com a sua antiga prática. Não realizavam  transposição didática, nem tão pouco contextualizava os conteúdos, apenas repassava-os para os alunos. Por outro lado, havia professores que apesar de inovar seus métodos de ensino, tinham sempre alguns alunos que não apresentavam uma aprendizagem significativa, nem apresentavam qualquer interesse pelas aulas.
Partindo dessas observações, pude constatar que o trabalho realizado pelo professor em sala e sua maneira de abordar os conteúdos, tem inteira relação com seus conceitos de moral, sua filosofia de vida, bem como, segundo Masllow, seus desejos e prioridades pessoais. Da mesma forma se dá com os alunos, se o conteúdo estudado tiver relação com suas necessidades, o aluno demonstra interesse, pesquisa, discuti e constrói seu conhecimento, caso contrário ele apenas decora, faz as provas e esquece.
Constatando essa realidade, entendo que a organização das disciplinas em suas matrizes e dos conteúdos em seus parâmetros fechados em si mesmos, os professores que não contextualizam, nem problematizam, fechados apenas em suas necessidades (mundo), o aluno (adolescente) que busca aprender coisas que respondam às questões de sua fase em particular e, muitas vezes, de sua dura realidade, contribuem para a grande farsa educacional brasileira que vivemos hoje.

 Por Deony Miranda

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