PANELAS E O JUMENTO

Quem lê o texto se pergunta de primeira: “o que será que ele quis dizer”. Sim, vou fazer uma comparação que talvez poucas pessoas gostem. Eu sou panelense e particularmente gosto bastante dessa alegoria porque é uma forma clara e objetiva de explicar a real condição de força, necessidade e subserviência que nossa população vive hoje.

Não é de modo nenhum uma comparação com a ideia que temos aceitado de que o jumento seja “burro”, ou qualquer insinuação da falta de inteligência desses bichos, que a meu ver são geniais quando comparados a muita gente. A comparação que quero fazer não diz respeito ao quociente inteligente (QI), mas a força, a riqueza, a sagacidade e falta de noção de nossas próprias qualidades.

O jumento é um ser forte, trabalhador e extremamente resistente. Talvez por isso seja um símbolo do Nordeste. Nordestinos tem a fama de serem dobrados, pisados e enfrentar tudo sem se quebrar. Geralmente saímos mais fortes das adversidades. Assim também é o jumento. Ao contrário do que muitos pensam o jumento não é burro, ele aprende os piores caminhos e escolhe bem os passos. Tem memória boa e infinitas outras qualidades.
Percebeu? O panelense. Sim. Acabei de descrever os panelenses apenas trocando o nome. Observe:

 “O panelense é um ser forte. Nordestinos tem a fama de serem dobrados, pisados e enfrentar tudo sem se quebrar. Geralmente saímos mais fortes das adversidades. Assim também é o panelense. Ao contrário do que muitos pensam (tipo o ex-prefeito) o panelense não é burro, ele aprende os piores caminhos e escolhe bem os passos. Tem memória boa e infinitas outras qualidades. ”

Perceberam? Temos muitas qualidades do nosso amigo jumento e ele tem até outras maiores que a nossa (para bom entendedor). Mas qual o ponto negativo disso?

O ponto negativo é que nós, seres fracos e muitas vezes burros, dominamos os jumentos. Isso não ocorre porque eles são fracos, mas sim porque não têm noção de sua própria força e não usam sua inteligência para se safar de nós. Não usam sua inteligência para buscar liberdade, pois sua ambição é apenas ter como se manter, comida e água.

Outra pegadinha minha. Substituí “nós” pelos “políticos municipais” e os “jumentos” eu troquei por “panelenses”. Observe como fica:

O ponto negativo é que os políticos municipais, seres fracos e muitas vezes burros, dominam os panelenses. Isso não ocorre porque somos fracos, mas sim porque não temos noção de nossa própria força e não usamos nossa inteligência para nos safarmos de políticos municipais. Não usamos nossa inteligência para buscar liberdade, pois nossa ambição é apenas ter como nos manter, comida e água.

Vivemos numa sociedade amordaçada, com rédeas curtas e trabalhamos quase sempre por comida. E, água!
Espero que tenha dado para entender que os humanos mantêm os jumentos em rédeas curtas e batem para amansar os bichos. Olhe para nossa história recente e verá que foi exatamente a mesma coisa que políticos eleitos fizeram com nosso povo. Somos fortes, inteligentes e resistentes, mas ultimamente deixamos pessoas fracas, medíocres e desprezíveis nos encurralar. Trabalhamos quase sempre pelo mínimo e quase nunca somos ambiciosos para querer mais para nossa cidade. Vivemos numa sociedade amordaçada, com rédeas curtas e trabalhamos quase sempre por comida. E, água!

Espero viver o suficiente para ver o mundo saber que Panelas tem o jumento como símbolo de força, virilidade, trabalho, resistência, resiliência e fertilidade. Não pretendo viver muito se o destino for ver o panelense como um povo acuado, amarrado, resignado e escravo dos “espertinhos” da política. Sou panelense e, inspirado por Antônio Timóteo de Andrade, Deda Miranda, Rafael Barros, José Alexandre Saraiva, Walter Silva, Brito Lucena e tantos outros guerreiros, podem ver um dia minha cabeça sangrando pelas mãos dos meus inimigos, mas jamais a verão curvada. Sou panelense e vencer não é uma escolha, É UM COMPROMISSO!

Coluna Política // Por Pierre Logan

Formando em Direito, Licenciando em filosofia, possui formação em Direito Eleitoral, Administrativo, Fundamentos do Direito Público, Ciência Política e Teoria Geral do Estado. Compositor, gravou no final de 2015 o disco Crônicas de Um Mundo Moderno. Atualmente atua na área jurídica e também é colunista do Jornal SP em notícias. OAB-SP 218968E.

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