A SECA E A CONVERSA ‘PRA BOI DORMIR’

Muito já se falou sobre a seca e no meio das perguntas mais sem nexo que pode sair da cabeça de alguém que tenha pelo menos dois neurônios,...

Publicado em 13/02/2017 | Por Pierre Logan (Colunista)
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Muito já se falou sobre a seca e no meio das perguntas mais sem nexo que pode sair da cabeça de alguém que tenha pelo menos dois neurônios, sempre surge a famosa: “O prefeito pode fazer chover? ”. Não! Ao contrário dos que seguem a religião sergianista (culto à santidade de Sérgio Miranda), nosso querido prefeito de fato, não pode fazer chover. O que ele poderia fazer através da prefeita legitimamente eleita seria assumir a condição dele de ser humano e, tendo noção da sua insignificante condição se ser humano, que não pode fabricar chuva, preparar a barragem para represar a maior quantidade de água possível. O problema é que a gentalha com a síndrome do rei na barriga não consegue se colocar no lugar de outro ser humano e é justamente por isso que trocam quase sempre cavalos e outros animais por pessoas. Ou você acha que qualquer riquinho politiqueiro já deixou um animalzinho dele passar por necessidades que muita gente passa na cidade?

Mudemos de tecla. Essa já foi muito batida. Apesar do ceticismo de alguns sobre a mudança social e política de Panelas sou o tipo de cara que acredita que nesta vida só existe beco sem saída para quem não sabe olhar para trás. Portanto, olhemos pelo retrovisor do tempo e voltemos aos primeiros governos do ex-prefeito de direito e lembremos que a seca já dura mais de duas décadas, pois é recorrente como as promessas de resolução da mesma.
Na semana passada o atual presidente da Câmara de Vereadores de Panelas, Genilson Lucena (PSB) tomou a frente e tentou resolver o problema mandando ofício para tudo que foi tipo de autoridade. Falou com sua “amiga Joelma Campos (PSB) ”, atual prefeita de direito, procurou o seu “amigo ex-prefeito Sérgio Miranda” (Que teve mais de vinte anos para resolver o problema e nunca ligou para a falta de água do copo das crianças porque sua casa tinha piscina). Depois me disseram (perdi o discurso de Joelma) que a atual digestora (suposta) disse que fará a limpeza da barragem com recursos próprios (parece até conversa do ex-prefeito). Isso me levou a uma pergunta: ESTÃO ESPERANDO O QUÊ?

Curioso como em épocas de campanha eleitoral se arruma carro para tudo, gasolina para tudo, carreata pra tudo, máquinas pra tudo e dinheiro para todo tipo de coisa ou de gente, mas depois que a campanha eleitoral acaba... É conversa em tudo o que é rádio. Vamos, comecem! Se é recursos próprios nada impede de encher a barragem de máquinas e começar a cavar. Chamem os vereadores eleitos com suas máquinas de desvios e façam pelo menos algo proveitoso antes das chuvas chegarem. Façam algo útil por essa terra que tanto contribui para o crescimento dos vossos bolsos. Devolvam um pouco do que tiraram dela para o povo que nasceu nela.

A solução é fácil, pois quem quer sempre vai arrumar um jeito e quem não quer sempre vai arrumar uma desculpa. A prefeita deveria mesmo pedir autorização a Sérgio para iniciar as obras imediatamente. Quando digo imediatamente estou falando literalmente. Agora aqui em São Paulo são 02h30 da madrugada. Ela deveria acordar vossa majestade agora (às 01h31 em Panelas) com um telefonema e implorar autorização para resolver um problema simples que ele passou mais de vinte anos para não resolver. Mas são devaneios de um maluco que como todo maluco; resolveria.

Eu gostei mesmo da posição de Genilson Lucena (PSB) que mesmo sendo amigo de Sérgio (isso é o que lasca) tomou a frente e tentou (pelo menos) chamar a atenção da turma que estava empurrando com a barriga. Os vereadores colocaram um projeto já no primeiro dia de reunião (palmas para eles) enquanto o resto, entenda-se Joelma e o outro, permanecem em conluio para manter o povo na seca de água e de representação. Tomem uma atitude e parem com essa “conversa pra jumento dormir”. Sei que a única verdade é que toda verdade pode ser questionada. Mas temos muitas verdades para descobrir, uma delas é que eles deixam o povo na seca para ficar mais fácil iludir esse povo somente “conversando água”. Se a lábia fizesse acontecer..., mas não faz.



Coluna Política // Por Pierre Logan


Formando em Direito, Licenciando em filosofia, possui formação em Direito Eleitoral, Administrativo, Fundamentos do Direito Público, Ciência Política e Teoria Geral do Estado. Compositor, gravou no final de 2015 o disco Crônicas de Um Mundo Moderno. Atualmente atua na área jurídica e também é colunista do Jornal SP em notícias. OAB-SP 218968E.

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