O QUE FALTA PARA PANELAS?

Não é pretensão demais querer dizer o que falta para nosso município. Na verdade, é um tanto óbvio notificar as coisas que não temos em P...

Publicado em 16/01/2017 | Por Pierre Logan (Colunista)
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Não é pretensão demais querer dizer o que falta para nosso município. Na verdade, é um tanto óbvio notificar as coisas que não temos em Panelas. Não obstante a facilidade e o risco de ser recorrente, pretendo desenvolver aqui um argumento que demonstre meu ponto de vista acerca do que acredito que seja mais necessário para uma mudança significativa. Sei que o silêncio da “oposição” é a maior prova de desrespeito que um grupo político pode ter diante de seu povo, portanto, farei oposição (talvez solitária) a essa continuidade sergianista que se matem firme como um câncer no organismo do povo.

Sei que mesmo sozinho incomodo o grupo que desgoverna o município. Um povinho que se manifesta quase sempre com argumentos que empobrecem o debate. Suas convicções são tão fracas que não são capazes de suportar minha oposição. Partem, portanto, para outra área que não dominam e provavelmente nem cheguem perto de conhecer o básico. A psiquiatria. Sim, muitos chamam-me de louco por defender minhas ideias. Talvez seja uma postura que reflete nada mais que sua própria insegurança porque ridicularizar o outro lado é um truque retórico muito antigo. Com isso já podemos começar.

Cada ser humano constrói ao longo de sua vida ideais que aprende a defender. Não significa que isso seja algo bom. Algumas pessoas, por exemplo, entendem que ganhar dinheiro fácil, ainda que precise enganar, mentir, roubar é algo pelo qual se vale a pena lutar. Desta feita, em alguns casos, não é possível convencer essas pessoas de que o que fazem seja errado, pois colocam-se numa posição cuja crença naquele modo de vida está tão enraizado que nos resta apenas combatê-los. Em Panelas não é tão diferente assim.

Sempre que posso converso com pessoas de nossa cidade pelas redes. Geralmente são adolescentes, jovens ou pessoas de meia-idade que me questionam sobre “o que fazer” para modificar de alguma forma a realidade que nos entristece tanto. Na maioria dos casos reclamam mais do ambiente do que necessariamente dos desfeitos políticos. A verdade é que a maioria não sabe o que está acontecendo na própria cidade que vive, todavia, muitos precipitam-se com frequência para discutir problemas maiores.

Meninas reclamam com frequência de que a maioria dos homens de Panelas só pensa em bebedeira. A maioria dos garotos da cidade aprende desde cedo que pobreza é defeito e bebedeira é uma grande virtude. O problema é que as meninas crescem e os meninos também. Elas crescem sem opções decentes na maioria dos casos e eles transformam-se em adultos inseguros que necessitam de álcool para se afirmar na sociedade que aparentemente cobra justamente isso deles.

Desde a infância, na maioria dos casos, nos espelhamos em quem está mais perto. E costumamos nos espelhar em exemplos de vitória, sagacidade, esperteza etc. Porque nenhum ser humano pauta sua vida num desejo de derrota. Até mesmo os mais estúpidos não desejaram a estupidez, mas a conseguiram por optar e trilhar caminhos que não contribuíram para sua formação como pessoa. Isso não significa que buscaram a ignorância. Sendo assim, fica evidente que os exemplos que pessoas que nunca saíram de Panelas têm são de outros indivíduos que se destacam nesse ambiente. Significa, portanto, que na maioria dos casos, os únicos exemplos de conquista financeira são pessoas que entram na política com artimanhas, compra de votos, favores políticos, puxa-saquismo, falsidade, tapinha nas costas. O padrão de referência é com frequência aquelas pessoas que não falam o que pensam, pessoas inseguras, medrosas, entregues a necessidade criada pelos políticos para necessariamente tornar pessoas dependentes de seus próprios favores. Senão, vejamos:

Políticos doam água para a população que sofre anualmente de recorrentes secas. Pessoas são convencidas de que isso é algo bom, quando na verdade é, nada menos, que um jogo de criar a doença para vender o remédio. As pessoas se acostumam com esses favores e tornam-se dependentes deles. Não percebem que a situação é tristemente repugnante, pois o correto é receber água encanada. Receber pelo que pagam (e pagam caro) com dignidade. Como podem viver de tal maneira sem revoltar-se? Como podem se defender se estão embriagados pelo álcool, pela necessidade, pela ignorância, pelo sentimento de insignificância alimentado por mais de duas décadas de sergianismo?


O que falta para Panelas? Ora, falta nascer de novo. Sim. O nascimento de um novo ser humano. Alguém que adote uma postura diferente. Que encare a vida com a seriedade que a vida merece. Que se veja como uma pessoa digna de direitos e que se sinta capaz de cumprir os seus deveres com dignidade. O nascimento de homens e mulheres que não se submetem a outros homens e mulheres porque todos são iguais perante a mesma lei que protege os políticos da ira do povo. Falta em Panelas a coragem que outrora se achava com facilidade. Falta o espírito de luta que não recua diante do simples grito de um déspota ridículo qualquer. Falta o amor pelo combate verdadeiro que engrandece o espirito e reafirma os valores que nos fazem humanos. Falta cada panelense preparar a si mesmo para não depender de uma oposição pusilânime, vendida e arrogante que é incapaz de enxergar os próprios erros. Falta em Panelas o foco no trabalho para garantir uma vida boa e a confiança verdadeira nos exemplos dados por Deus. Lembrem-se, caros amigos, irmãos amados: Deus não tem compromisso com gente frouxa!!! 

Coluna Política // Por Pierre Logan

Formando em Direito, Licenciando em filosofia, possui formação em Direito Eleitoral, Administrativo, Fundamentos do Direito Público, Ciência Política e Teoria Geral do Estado. Compositor, gravou no final de 2015 o disco Crônicas de Um Mundo Moderno. Atualmente atua na área jurídica e também é colunista do Jornal SP em notícias. OAB-SP 218968E.

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