SISMUP: POR UMA REPRESENTAÇÃO, UNI-VOS

Tem algo mais que se possa falar sobre a política panelense que não tenha risco de parecer redundante? Porque toda vez que alguém me liga...


Tem algo mais que se possa falar sobre a política panelense que não tenha risco de parecer redundante? Porque toda vez que alguém me liga e diz que professores de Panelas fizeram algum tipo de movimentação eu já sei, antes mesmo de me contarem, que a indignação tem algo a ver com dinheiro. Até agora não errei. A educação panelense tem muitos problemas. O menor de todos é, sem dúvida, o financeiro. Se ainda não leu o meu texto “O silêncio dos inocentes”, então, provavelmente, não sabe do que estou falando. Ou talvez saiba.

Na última sexta-feira (25/11/2016), aproximadamente às 10h30min, professores da rede pública do Município de Panelas estenderam faixas num ato contra “o abuso de poder do atual prefeito” (o que significa não pagar 11,36% e o retroativo de janeiro a dezembro do repasse do FUNDEB 2016). Tem mais coisa nessa história, mas por hora isso basta, já que essa foi a informação em destaque da postagem feita ontem na página do Facebook do presidente do SISMUP, professor José Udemir.

É curioso a reclamação porque na exposição de motivos de muitos professores da rede municipal sobre os porquês de votar ou não na candidata do atual digestor do município pouco (ou nada) se falou sobre o assunto. Muito pelo contrário, alguns fizeram uma “linha do tempo” colorida (para não dizer fantasiosa) do avanço que tivemos no quesito maquiagem educacional. Vou parar por aqui porque a ideia não é criticar os professores (não que não mereçam). A ideia é compartilhar com vocês, que me acompanham semanalmente, questões que me surgiram ao acompanhar essa “movimentação” da classe da elite intelectual do município.

Como fazer com que um prefeito que adora ver o povo de joelho (porque só de joelhos mesmo para um cara medíocre como ele parecer grande coisa) escute o que você diz? “Se ajoelhando! ” Dirão os menos desatentos. Cada um tem sua maneira, seu estilo de lutar ou de se esconder embaixo da mesa. Toda vez que alguém tenta me colocar de joelhos, por exemplo, minha primeira reação é quebrar as duas pernas dele, só para olharmos um para o outro com igualdade novamente (entenda como uma metáfora, por favor). Mas no caso dos professores é diferente, quase nunca usam metáforas (risos). Falando de uma forma não metafórica, se alguém não cumpre com seu dever constitucional de repassar uma verba e já teve, inclusive, apontamentos do TCE sobre isso. Se um prefeitinho picareta, não cumpre com a dever de fazer aquele mínimo que os princípios mais basilares da administração pública exigem. Se esse mesmo déspota, tão pobre que a única coisa que tem é dinheiro, não tem vontade de cumprir com suas obrigações, nem mesmo tirando do rombo que já fez no PANELASPREV, então, você não sobe as escadas do calvário da tribuna da Câmara Vendida de Vereadores de Panelas com lágrimas nos olhos e um discurso manjado, meu amigo. Você aciona o judiciário com uma ação conjunta e enfia o dedo na cara desse indivíduo, deixando claro que o direito é seu e ele não vai tirar de você facilmente. Você explica para os alunos e convida cada um deles para uma manifestação pacífica pelas ruas do município. A rua vira a sala de aula, a vida vira o papel e nossas ações as responsáveis por escrever nossa história. Sempre foi assim que o mundo mudou.

Mas, infelizmente, escolheram as escadas do calvário da tribuna da Câmara de Vendidos Vereadores de Panelas, sem lágrima nos olhos, mas com um discurso manjado para deixar claro que vão continuar esperneando e jamais adotar uma postura pragmática diante de um desgoverno nocivo e incompetente em quase todos os setores.

Estão negociando desde quando mesmo? Agosto? Porque os professores do município reclamam (baixinho) de problemas como esse desde que nasci (ou talvez antes). Das duas vezes que tentei me manifestar na escola, ainda na sétima série, fui censurado pelos próprios professores (lembro como se fosse hoje). Hoje, dois cursos superiores e uma porrada de curso de extensão depois, a conversa não mudou.

Como todo professor com discurso manjado costuma dizer: “criticar é fácil e só reclamar não adianta; precisamos apresentar propostas para acharmos soluções”. Certinho. Então leia com atenção: Soluções exigem muitas coisas e as que considero principais são: 1) Conhecimento; 2) Coragem; 3) Ações. Sem conhecimento as ações são fadadas ao fracasso na maioria das vezes e sem coragem não há ação, portanto, certifiquem-se de que têm as três. Depois disso estarão prontos para:

1 – Parem de puxar saco de político;

2 - Façam uma assembleia, pois as melhores cabeças do município estão com certeza na sala de aula. Então, definam ações que afetem de alguma maneira a imagem política do município na região, já que a única coisa que político tem de verdade é imagem. Se tivessem dinheiro não roubariam o do povo;

3 - Depois pressionem os vereadores. Não me refiro a pedir, mas sim a exigir, pressionar, provocar e outras coisas mais para forçá-los a fazer o papel que há tempos não fazem;

4 – Façam manifestações, promovam conversas nas praças, parques, ruas, escolas etc;

5 – O mais importante de tudo: LEVEM A DISCUSSÃO PARA O JUDICIÁRIO! Não adianta ficar esperneando sem promover uma luta por seus direitos no judiciário. Lembrem-se que a verdadeira briga é essa, o resto é plano “B”;

6 – Pelo amor de Deus, produzam alguma coisa. Panelas está há anos sem nenhum tipo de produção intelectual que tenha vindo de professores;

7 – Elejam numa assembleia, um professor para representar a classe na Câmara e apresentem na próxima eleição municipal esse camarada para pleitear uma cadeira no legislativo panelense, assim terão um poder político mais evidente, o que tornará a classe mais forte;

8 – Abram sedes ou núcleos para sua causa em todos os distritos, pois em todos os lugares tem gente que apoia e faz parte da luta;

9 – Para de puxar saco de político ²;

10 – Parem de puxar o saco dos políticos³;

A mudança começa na educação (clichê). Sim, mas a educação precisa se educar e não adianta esperar pelo MEC. Falo de educação de verdade. Refiro-me a informações convertidas em conhecimento e aplicadas com sabedoria, já que uma coisa não significa necessariamente a outra. Se conhecimento fosse sabedoria, médico nenhum fumava. Se conhecimento fosse igual a sabedoria, os professores seriam respeitados e ovacionados pelas ruas, não os políticos.

Os professores precisam de uma representação. Precisam se apresentar como seus próprios representantes. Não adianta esperar que uma Câmara Municipal repleta em sua maioria de edis analfabetos entenda o significado de valorização dos estudos e tão pouco dos professores. A classe política municipal é ignorante, baixa e completamente egoísta. O sistema político municipal é anarquista porque alguns fazem tudo o que querem (não há lei para eles) e é déspota porque a lei só funciona para os menos favorecidos financeiramente (plutocracia). A liberdade, principal princípio da natureza humana, é tomada de muitas maneiras. Professores, funcionários, estudantes e todos os que acreditam numa sociedade livre, justa e solidária; UNI-VOS!



Coluna Política // Por Pierre Logan


Formando em Direito, Licenciando em filosofia, possui formação em Direito Eleitoral, Administrativo, Fundamentos do Direito Público, Ciência Política e Teoria Geral do Estado. Compositor, gravou no final de 2015 o disco Crônicas de Um Mundo Moderno. Atualmente atua na área jurídica e também é colunista do Jornal SP em notícias.

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