A CIDADE PANELAS VAI MELHORAR?

Na verdade, a pergunta do título é tipo propaganda de comida: “Meramente ilustrativa”. Do mesmo modo que não se deve julgar relações futuras com frustrações passadas, não podemos “adivinhar” se algo vai melhorar ou piorar. O que podemos fazer, no máximo, é juntar dados, convertê-los em informação e aplicarmos ao caso concreto. Chamamos isso de conhecimento. O que podemos fazer é analisar o que foi feito, o que está sendo feito e projetar uma possibilidade futura. Achismos, neste caso, está fora de questão. Simplesmente porque acreditar prova apenas na força de nossa crença, não prova que o que acreditamos é verdade. Por essa razão devemos filosoficamente elaborar outras questões para responder à questão que ensejou este texto.

Para saber se Panelas vai melhorar precisamos saber qual o conceito de “melhor” para quem vai responder à pergunta. Então, cabe a mim oferecer elementos que possam contribuir para que você, amigo leitor, possa responder por si mesmo se a cidade tem possibilidade de melhora, já que sua noção de “melhor” pode ser diametralmente diferente da minha, da do seu colega ou de quem quer que seja. Vamos às questões.

Pensemos nas seguintes perguntas:

1 – O que uma cidade tem que ter para ser considerada uma cidade boa?

2 – Panelas é uma cidade boa?

3 – O que Panelas precisa para ser uma cidade melhor?

4 – Estão promovendo ações que avancem no sentido da pergunta anterior?

"A mudança que você causa em você afeta diretamente o mundo"
Pronto. Quatro questões que podem nos impulsionar para discussões e linhas de pensamento que podem nos ajudar a construir, ainda que idealmente, uma possibilidade de melhoria no nosso município. Ou então deixemos de pensar e fiquemos repetindo o mantra do “povo carente” durante trinta anos, sem nunca nos preocuparmos com o motivo de ter passado tanto tempo e o povo ainda “ser carente”. Você pode pensar em voz baixa, não precisa espalhar se achar que não é conveniente. A mudança que você causa em você afeta diretamente o mundo.

Veja, como um exemplo, as respostas que me surgiram de cara:

R1 – Hospitais que funcionem corretamente; Segurança que possibilite o mínimo de paz; Educação de qualidade e não maquiagem educacional; Lazer para crianças, jovens e adultos; Segurança jurídica; Empregos; Parques; Pouca intervenção do governo na vida do cidadão; Órgãos públicos funcionando para o povo.

R2 – Não.

R3 – Um plano econômico que possibilite que a cidade caminhe com as próprias pernas, dando espaço para empresários, novos empregos e futuros profissionais; é necessário um plano educacional que atenda da base da educação até o ensino superior e um mercado profissional que sustente os universitários e deixe simplesmente de exportar “mão-de-obra” barata para as cidades maiores; um tipo de lazer alternativo que possibilite o divertimento de várias tribos e uma política de afastamento das drogas legais (álcool, cigarro etc.) dos jovens; transporte público de qualidade; plano de segurança pública voltada para cidade do interior com as especificidades necessárias geográfica de Panelas; Sistema integrado de saúde, com mapeamento das áreas mais necessitadas; apoio da secretaria de cultura para a produção de obras literárias e artísticas dos panelenses; exploração do potencial turístico da cidade; ampliação da barragem e conexão entre as fontes de água de todo município que tenham capacidade de se comunicarem através de adutoras, canalizações  etc. Políticos preparados e capazes de afastar nossa cidade do atual processo de ‘apequenamento’ que ela vem sendo submetida e tombamento de prédios e lugares históricos da cidade.

R4 – Não. Não está sendo feito praticamente nada (com raras exceções).

Eu poderia escrever páginas sobre o que poderia ser feito com boa gestão e pouco dinheiro, mas isso é outra questão e deixarei para outra oportunidade. A ideia aqui é simplesmente provocar e estabelecer o que em música chamamos de “motivo” que enseja a criação de uma obra.

Com uma mínima ideia (ou quatro perguntinhas) podemos criar um sistema de pensamento que nos ajuda a entender melhor os caminhos que tomamos ou não na direção de uma sociedade livre, justa e solidária. Mudamos a nós, depois nossa casa, depois nossa rua, depois nosso bairro, nossa região, nossa cidade, nosso estado, nosso país e, finalmente, o mundo. Curioso como o caminho é de dentro para fora em várias etapas sem que seja possível pular nenhuma delas, caso contrário, nada vai melhorar. 

Coluna Política // Por Pierre Logan

Formando em Direito, Licenciando em filosofia, possui formação em Direito Eleitoral, Administrativo, Fundamentos do Direito Público, Ciência Política e Teoria Geral do Estado. Compositor, gravou no final de 2015 o disco Crônicas de Um Mundo Moderno. Atualmente atua na área jurídica e também é colunista do Jornal SP em notícias.

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