SÉRGIO APOIA LOURINHO

Este é mais um daqueles textos em que escolho um título sensacionalista e não adianta dizer: “Na minha opinião isso não se faz porque bl...

Publicado em 12/09/2016 | Por Pierre Logan (Colunista)
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Este é mais um daqueles textos em que escolho um título sensacionalista e não adianta dizer: “Na minha opinião isso não se faz porque blá, blá, blá...”. Porque na minha opinião a sua opinião não tem a mínima importância o que prova que se todos agirmos de acordo com a nossa própria ignorância estaríamos andando em círculos. Se não entendeu dê uma lida num outro artigo que escrevi, cuja explicação para diferença de “opinião” e “análise” foi dada. Caso não tenha interesse, então teremos outro problema que não é meu. Penso que há duas formas de fazermos algo: a forma certa e a forma errada. O modo com que a população de Panelas trata a política (com exceção de uns poucos pensantes) faz com que entremos num grande buraco.

A primeira coisa que você tem que saber quando está preso a um buraco e tem esperança de sair dele é que não se deve cavar. O grande problema é que aqueles que mandam cavar mais, são tratados como deuses e outros que aconselham parar de cavar são tratados como loucos. Em um futuro muito próximo dirão que nós vivemos numa sociedade vendida (vide os eleitores de Joelma) ou numa sociedade sem discernimento (vide eleitores de Lourinho). Então, sobra quem? Isso mesmo; ninguém. Estou inclinado a desconfiar de uma democracia que prega que devemos votar em alguém só para cumprir tabela.

Me acompanhe nesta análise lacônica: Alguém viu Rildo de Mano por aí? Ele está apoiando ou não alguém? Está manifestando-se contra essa campanha suja, desonesta e falsária dos candidatos? Questionou alguém sobre o proselitismo político que empobrece, anula, desqualifica qualquer processo “democrático” na nossa cidade? Quando pretendia ser candidato gritava aos quatro ventos que se importava com o povo. Aí anunciou que não seria mais candidato e sumiu. Para onde foi a preocupação com o povo? Por acaso a responsabilidade de alguém que se importa com a população acaba quando essa pessoa não mais pretende se eleger? Ora, é evidente que esse comportamento de “aparecer e sumir” denota um jogo político deplorável. Essa é uma leitura que devemos fazer agora, pois depois de quatro anos será tarde demais ainda que repitam o discurso do Rildo de “ainda está cedo”.

E Lourinho Macunaíma? Como alguém que impôs sua candidatura antidemocraticamente pode ser eleito democraticamente? Todos se lembram da guerrinha da oposição porque muitos do grupo não queriam que Lourinho tentasse mais uma vez a candidatura. Ele bateu o pé (uma das poucas coisas que sabe fazer) e disse: “sou candidato”! Cometendo um crime eleitoral antes da eleição. Por que não entraram com um processo para barrar a candidatura dele? Pois é, desconfio que estejam todos do mesmo lado.

Essa teoria da conspiração óbvia exclui um terceiro candidato que nem sei o nome porque se de fato ele quisesse o bem para Panelas teria começado a se manifestar antes. Há uma questão partidária e de financiamento pouco complexa que explicarei em outro texto. Talvez depois disso vocês entendam porquê de tanta gente entrar em campanha sem ter chance de ganhar. Mas, voltemos, por enquanto, a teoria da conspiração.

Vocês acham mesmo que depois de mais de duas décadas é razoável alguém como Lourinho Macunaíma candidatar-se e depois de recorrentes derrotas usar exatamente a mesma estratégia que sempre usou (e perdeu) para tentar ganhar? Não é meio estranho que alguém com a quantidade de votos que ele teve na eleição passada nunca tenha se comprometido com associações, ONGs, fundações ou qualquer coisa que ajude de fato a comunidade como um todo? Ainda que não fosse nada grandioso, mas que fosse pelo menos algo. Como um ser que tem pelo menos dois neurônios pode comportar-se da mesma forma sempre e esperar algum resultado diferente?

Aparentemente vivemos numa farsa política e democrática. Aparentemente estão todos do mesmo lado e uma das evidências mais patentes é que raros são os bem sucedidos do município com capacidade para viver do próprio trabalho, pois se observarmos bem estão sempre comprometidos com seja lá quem esteja no poder. Eu até entendo. Dá uma falsa sensação de poder. Faz acreditar que são pessoas melhores, iluminadas. Basta ver a quantidade de agradecimentos a Deus nas linhas do tempo do Facebook. Nosso século vem limitando a onisciência de Deus, achando que Ele precisa usar redes sociais para saber o quanto são gratos pela maneira imoral com que levam suas medíocres vidas. Deus sabe onde é Panelas, mas a adoração que o povo faz ao dinheiro, políticos e mediocridade, afasta Deus de Panelas. Mas, pensando bem, quem tem o apoio de Sérgio (que torce para Lourinho continuar sendo candidato porque sabe que assim sempre vai ganhar) acha que não precisa da benção de Deus.


Coluna Política // Por Pierre Logan

Formando em Direito, Licenciando em filosofia, possui formação em Direito Eleitoral, Administrativo, Fundamentos do Direito Público, Ciência Política e Teoria Geral do Estado. Compositor, gravou no final de 2015 o disco Crônicas de Um Mundo Moderno. Atualmente atua na área jurídica e também é colunista do Jornal SP em notícias.

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