QUANDO O POVO LEVANTA A CABEÇA!

Muitas vezes penso que a principal função dos que pensam é confortar os afligidos e afligir os confortados, mas a covardia da classe intelectual de nossa cidade não é novidade para ninguém. Não vi, até agora, nenhum potencial candidato que represente de alguma forma os inteligentinhos do município de Panelas. Na verdade, ainda não vi nenhum desses se representando diante dos desmandos da política municipal, no entanto, precipitaram-se em julgar levianamente aqueles que o fizeram.
Alguns políticos de Panelas decidiram julgar a exceção pela regra e espalhar a seguinte mensagem: “Pierre só diz o que diz porque está em São Paulo; aqui ele não teria coragem” (algo assim). No ano passado resolvi dar uma passada na minha cidade natal, pedir uma cópia do Plano Municipal de Educação pessoalmente (já que ninguém publica em lugar nenhum), pedir uma cópia do Regimento Interno da Câmara Municipal de Panelas (já que não existe uma cópia nas bibliotecas do município, como determina o próprio regimento) e talvez me inscrever para falar na tribuna.
Andei pelas ruas, notei que eu tinha mais “seguidores” do que imaginava e fiquei impressionado com a forma com que os políticos me olhavam. Lembravam ratos acuados prestes a serem chutados para fora de algum lugar imundo que escolheram para fazer ninhada. Bastava eu entrar em qualquer ambiente que eles estivessem e eles saíam. Então, decidi fazer minha inscrição para usar a tribuna popular. Primeiro procurei o presidente da Câmara para dizer pessoalmente, com todo respeito, que ele era um bosta como político, mas o presidente da Casa não estava na Casa (ou estava e se escondeu). Nos dias que se seguiram continuei na busca pelo fugitivo, depois desisti de procurar por ele no local de trabalho dele e resolvi colocar um aviso na rádio Bom Jesus FM. Ele não apareceu.
No dia da bendita reunião apareci com um requerimento para usar a tribuna, mas o presidente da Câmara não quis me deixar falar, alegando qualquer bobagem sem sentido. Em vez de baixar a cabeça declarei guerra e decidi interpelá-lo sobre o regimente (que eu havia lido uma noite antes) e foi um verdadeiro desastre. A ideia nunca foi humilhá-lo, já que não há humilhação maior que viver pendurado no saco do prefeito (especialmente se a pessoa é presidente de um dos poderes “independentes”). O fato é que não havia só um vereador despreparado, mas praticamente todos os presentes estavam completamente desnorteados com a situação. Eles achavam que me dizendo um sonoro “não” seria o fim, mas foi apenas o começo de uma linda história de amor, com direito até a final feliz.
Depois de pagar o maior mico na frente dos presentes, o Mané presidente decidiu fraudar um documento para publicar dias depois e dizer que estava “serto”. Fez muito pior do que isso; publicou uma nota "tratando-se" na terceira pessoa. Provavelmente, a anta que escreveu a nota, não conseguiu ser anta o suficiente para se confundir com ele. Publiquei um vídeo respondendo a resposta dele, pois o espertinho publicou a tal mensagem quando sabia que eu não estava mais em Panelas.
Continuei insistindo na incompetência dele e salientando que o mesmo descumpria as promessas que fez sobre transparência e outras mentiras espalhadas durante a campanha. Expliquei para população nos artigos que ele não foi eleito democraticamente e menos ainda por mérito seu, já que havia sido eleito por média (não conseguiu votos para “passar direto”).
O Mané presidente ficou com a moral baixa, me excluiu do Facebook dele (porque político nenhum suporta cidadão que cobra). Depois disso foi silêncio total da parte dele. Toda vez que ele fazia alguma merda (quase sempre) várias pessoas pressionavam uma página inútil feita para tapar o sol com a peneira e não publicar pauta nenhuma. O regimento determina que a pauta seja publicada na imprensa oficial ou não oficial, mas o Mané não “curte essas paradas de leitura”.
Agora (depois de quatro anos torrando dinheiro público sem fazer nada de útil) ele finalmente decidiu fazer alguma coisa útil: desistiu de se candidatar! Agora ele pode esperar um cargo de confiança, dedicar-se a criação de galinhas, ganhar comissão de aposentados etc. Depois de seu medíocre mandato ninguém terá direito de se meter na vida particular do cara, por mais medíocre que seja. Ele finalmente terá se livrado dos “cidadãos que cobram”.
O Mané presidente é mais que um político picareta. É mais que um presidente desprezível. Ele é um retrato de tudo aquilo que um político é quando não tem apoio do povo. Um retrato de tudo aquilo que um político é quando o povo estuda, combate, questiona, insiste e não recua diante dos empregados do povo, que nada representam além de seus próprios interesses. O Mané é a pintura clássica do político que sabe que nada tem quando o povo nada dá.
"Quando o povo levanta a cabeça, o político baixa porque no fundo ele sabe que quem manda em tudo é o povo"
E que fique claro que a população de Panelas cada vez mais lutará pelos direitos garantidos. Lutará por uma sociedade menos burra e uma política menos suja. Lutará por mais coragem nos intelectuais de plantão. Quando o povo levanta a cabeça, o político baixa porque no fundo ele sabe que quem manda em tudo é o povo!

Coluna Política // Por Pierre Logan

Formando em Direito, Bacharelando em filosofia, possui formação em Direito Eleitoral, Administrativo, Fundamentos do Direito Público, Ciência Política e Teoria Geral do Estado.

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