PISO SALARIAL: a saga dos professores pernambucanos em luta (novamente) pelo cumprimento de Lei Federal

Estava eu hoje de manhã, em uma daquelas atividades rotineiras, lendo sobre os acontecimentos relacionados à educação de nosso estado. Ao pesquisar sobre as últimas notícias, deparo-me com a seguinte manchete: “Paralisação deixa alunos da rede estadual sem aula nesta quarta”, desconsiderando o título tendencioso, típico desses meios que não se importam com o motivo que desencadeia as paralisações, continuei a ler a matéria.

“Errar é ser humano, persistir no erro é ser politico”
Quando percebi que se tratava de uma reivindicação dos professores para que o governo pernambucano cumprisse o piso federal, juro que pensei se tratar de uma notícia antiga, especificamente relacionada ao início de 2015, quando o Governador Paulo Câmara negou o pagamento do reajuste federal do piso que girou em torno de 13,01%. Mas aí verifiquei que o reajuste do qual falava a notícia era de 11,36%, só assim me dei conta de que a matéria não era velha e que a paralisação aconteceu nesta quarta, com adesão de 60% dos professores, segundo o SintePE. Confesso que me bateu um sentimento de tristeza misturado ao de indignação por presenciar mais uma vez a classe dos professores ter de lutar por algo que a lei já diz que é deles. Essa atitude do governador acaba por ilustrar o pensamento de Brenon Salvador, “Errar é ser humano, persistir no erro é ser politico.”.

Em seu segundo ano de mandato, o governador Paulo Câmara (PSB) já é bicampeão na arte de não cumprir o pagamento do piso salarial dos professores estaduais de Pernambuco. Das duas uma, ou ele está pagando uma promessa por ter sido eleito, não me pergunte a quem, ou simplesmente não tem o menor interesse em resolver esse problema recorrente em nosso Estado. Recordo-me que em algum dos meus artigos para o Panelaspernambuco.com citei de forma breve o primeiro descumprimento do governador frente ao pagamento do piso. Acredito que não dediquei um artigo inteiro ao problema por ter começado a escrever por aqui em maio de 2015, e como a greve teve início em março, não tive como falar sobre.

Começamos a perceber o quanto nossa sociedade é carente de justo reconhecimento salarial quando vemos uma classe tão importante (como tantos afirmam, inclusive alguns políticos) ter de ir às ruas reivindicar o pagamento do piso, enquanto outras profissões precisam ser fiscalizadas para não ultrapassar o teto salarial permitido. É muito descumprimento, é muita desigualdade. Finalizo de forma otimista desejando que o título de descumpridor da lei do piso não seja algo que agrade ao governador Paulo Câmara, caso contrário, em 2017 e 2018, últimos anos de seu mandato, terei de voltar ao tema e entregar-lhe o título de tricampeão, tetracampeão...

Coluna Educação // Por Sheila Alves

Sheila Alves - Colunista sobre EducaçãoProfessora, graduada pela UPE em Letras e 
especialização em Ensino de Língua Portuguesa e suas Literaturas.
E membro fundador da Associação Comunitária de São Lázaro (Panelas-PE).

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