Cada país tem o eleitor que merece

Publicado em 20/10/2014 | Por Guilherme Amarino (Editor)
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A estratégia para se eleger foi passada por Karl Kraus e inconscientemente seguida pela maioria dos políticos do país. Segundo Kraus, o segredo do demagogo é se fazer passar por tão estúpido quanto sua plateia, para que essa imagine ser tão esperta quanto ele.

Muito se fala sobre os políticos que só aparecem na campanha eleitoral, mas pouco se fala sobre o sumiço desses indivíduos após a eleição. Sabemos que a campanha eleitoral ainda não terminou, pelo menos para o cargo presidencial, no entanto, é interessante observar que aqueles políticos que diziam se importar com o povo de Panelas já desapareceram. Os eleitos poderão usar a desculpa de que só vão poder fazer alguma coisa a partir de primeiro de janeiro. Os reeleitos poderão continuar usando a desculpa de sempre (porque deu certo) que é a de que; vai continuar fazendo alguma coisa que ninguém sabe o que é e que ele também não mostra.

O fato é que estamos de olho, pelo menos durante a campanha eleitoral, nos políticos. O que vem me chamando a atenção nesses últimos dias é o comportamento dos eleitores. Uns dizem que “venceram”, outros que “perderam”, outros que não votam porque não são alienados a nenhuma ideologia partidária e muitas vezes sequer política (?). Comecei a pensar que a qualidade dos candidatos deveria piorar ainda mais para poder representar algumas pessoas.

É necessário explicar como funciona o “pós-eleições” e mostrar através de um argumento lógico (eu disse lógico) o que acontece, ou, pelo menos, deveria acontecer com quem votou em quem foi eleito, quem votou em quem não foi eleito, quem anulou (Porque tem uma campanha de “não alienados na internet” (risos)) e quem votou em branco (porque estava em marte e não sabe o que aconteceu no mundo, nem quem são os candidatos e, por isso, está indeciso).

Você votou no candidato que foi eleito? Parabéns! A primeira parte, e, a menos importante da sua obrigação foi cumprida, agora trate de não esquecer quem foi o eleito e “adotar” a pessoa que por algum motivo elegeu. Pegue o e-mail dele, o perfil do Facebook, leia jornais e cobre resultados.

Você votou, mas seu candidato não foi eleito? Não faz a mínima diferença! O candidato que foi eleito também te representa e você também tem a obrigação de persegui-lo, vigia-lo e cobrar resultados, só que você terá mais trabalho que o cara que elegeu um candidato, porque você também tem que ficar de olho no cara que você votou e que não foi eleito, pois é preciso exigir que se faça algo antes de “chegar ao cargo”, doações, serviço comunitário, ajudar velhinhas a atravessar a rua, contribuir com os 10% da renda para qualquer igreja etc.

Você não votou porque se acha muito inteligente, pois está a margem do sistema e não é alienado e, por isso, anulou o voto? Parabéns! O cara que você poderia ajudar a não ser eleito foi eleito e agora te representa, goste você disso ou não. Você se alienou as ideias dos que preferem não votar e permitiu que os que você julga alienados escolhessem por você. Parabéns, gênio da "desalienação".

Já sei! Você votou em branco porque estava indeciso! Parabéns, meu amigo, você é o tipo de pessoa que quando encontra dois banheiros e fica indeciso sobre qual usar, faz ali mesmo, nas calças.



"Você se alienou as ideias dos que preferem não votar e permitiu que os que você julga alienados escolhessem por você."

Por Pierre Logan

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