Cifras negras e douradas

Publicado em 28/07/2014 | Da Redação do Panelaspernambuco.com
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Antes que algum especialista em criminologia (Panelas está cheia de especialistas) diga que não estou empregando o termo no contexto correto, deixo claro que estou ciente do contexto e do termo, no entanto, é o mais próximo possível da realidade do nosso município.

Cifras negras são, basicamente, os crimes ocorridos, mas que não foram registrados pelos órgãos oficiais. Dessa forma, a criminalidade real é maior do que a registrada oficialmente. Geralmente isso ocorre porque as vítimas acham o ato criminoso insignificante, ou acreditam que a polícia não fará absolutamente nada, devido a algum grau de amizade (ou importância política) com o infrator. Cifras douradas são crimes cometidos por “autoridades” políticas, geralmente contra a ordem financeira, tributária etc. Essas são conhecidas popularmente como “colarinho branco”.

Você pode ser completamente a favor ou contra a atual gestão do município de Panelas, mas não estamos aqui para falar disso. Na verdade, é mais do que sabido que para existir democracia é necessário que haja, pelo menos, o embate de duas forças antagônicas. Se existir apenas uma, teremos o totalitarismo. Não estamos aqui para ofender ou chamar alguém de “bicudo”, ou “caga-pau”, palavras que são tão usadas pelas pessoas pacatas e ordeiras do nosso município (risos). Pessoas que mostram, durante a campanha eleitoral, o quanto evoluímos em educação.

Estamos aqui para fazer análises e debater sobre ações (ou a falta delas) dos grupos eleitos. Observe que falei em “análise”, ou seja, é preciso violar, invadir, desmembrar e, sobretudo, é necessário ter um mínimo aceitável de conhecimento para debater. Não estamos falando de opinião, palpite ou coisa desse tipo. Sabendo disso, podemos passar para uma discussão equilibrada, mais com argumentos do que com gritarias histéricas de partidaristas medíocres.

Leia o artigo 23 da nossa Carta Magna que diz: “é competência comum da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos municípios: I – Zelar pela guarda da Constituição, das leis e das instituições democráticas e CONSERVAR O PATRIMÔNIO PÚBLICO” (Não pense no açude). Em seu inciso II, diz que também se deve zelar pela proteção e garantia das pessoas portadoras de deficiência (não pense na entrada da prefeitura, que não tem entrada para deficientes ou pessoas com mobilidade reduzida, contrariando também a lei: 10.098 de 2000).

No inciso III diz que também é preciso proteger “as obras e outros bens de valor histórico, artístico e cultural, os monumentos, as paisagens...” (continue se esforçando para não pensar no açude).

Agora que você conhece algumas das muitas leis Federais violadas pela atual gestão, imagine onde está a oposição do nosso município. Onde estão aqueles vereadores que dizem ser de oposição? Temos que lembrar que a partir do momento em que são eleitos, deixam de representar apenas a si e seus familiares e passam a representar toda comunidade (tendo votado neles ou não).

As perguntas mais óbvias são: Existe oposição ou é mero teatro? Por que os vereadores eleitos não se movem? Por que as contas do atual gestor foram rejeitadas por todos os órgãos competentes e os vereadores não fizeram nada? Por que os vereadores não fazem uma fiscalização efetiva do executivo? Por que as leis Federais não são observadas em Panelas? Será que a tripartição dos poderes e o sistema de freios e contrapesos tem alguma esperança de funcionar, em um município desprovido de políticos competentes e de uma oposição real? A verdade é que isso não é só trabalho da oposição, mas de TODOS OS VEREADORES ELEITOS.

Observamos que há certo medo de que “não vai dar em nada” e por isso os cidadãos, os vereadores ou as pessoas afetadas diretamente por essa má gestão não denunciam (cifras negras). Logo, os crimes contra o erário (cifras douradas) ficam impunes. De quem virá o primeiro ato de coragem?

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Postar um comentário

  1. Crimes de cifras negras e crimes de cifras douradas, se tornaram algo comum no nosso país. A frase: Nãos vele a pena fazer nada, é dita até pelos que tem obrigação empregatícia de fazer alguma coisa.
    Se ninguém fizer nada. Realmente nada vai acontecer. Se todos exigirem algo, eles se tornam obrigados a dar uma resposta.

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